Audiência judicial realizada nesta segunda-feira, 30, terminou sem acordo sobre a venda da fatia de 27,26% da Oi na operadora de infraestrutura V.tal.
A proposta única apresentada por fundos geridos pelo BTG Pactual foi recusada pelos credores da tele, conforme apurado pela TELETIME.
Representantes do grupo credor Opção Reestruturação I da Oi chegaram a propor um processo de conciliação para discutir novas condições, com conversas ainda em andamento.
Os fundos do BTG Pactual, no entanto, foram contrários à conciliação e sustentaram que não há possibilidade de alteração da proposta, já que a Oi pela gestão de V.tal está sob controle dos fundos geridos pelo banco.
Segundo a TELETIME, a proposta de compra foi de pouco mais de R$ 4 bilhões, bem abaixo do preço mínimo definido em edital de R$ 12,3 bilhões.
A gestão judicial da Oi foi favorável à proposta rejeitada, com a avaliação da G5 Partners apontando a razoabilidade do valor do ponto de vista financeiro.
A juíza Simone Gastesi Chevrand, responsável pelo processo, evitou indicar os próximos passos, destacando a complexidade da alienação da UPI V.Tal e pediu que os autos voltem conclusos para decisão breve.
Em nota publicada no fim da noite, a Oi informou que não há decisão judicial até o momento e que o processo segue em segredo de Justiça.
Durante a audiência também foi discutida a destinação de recursos, com os credores destacando que o valor poderia ser usado para amortizar dívidas e pagar credores prioritários, conforme as discussões em curso.
Credores trabalhistas participaram da retomada da audiência e defenderam a adesão à proposta do BTG por pagamento em dinheiro, enquanto sinais de que não há interesse em realizar um credit bid foram observados por partes interessadas.