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Conectividade como política de Estado em 2026

Image © Teletime
Gina Marques afirma que 2026 será decisivo para consolidar a conectividade como política pública, integrando regiões, educação e serviços digitais.

Assumir a presidência da Entidade Administradora da Faixa (EAF) em 2026 significa, acima de tudo, assumir o compromisso de manter e ampliar uma política pública que já mostrou resultados concretos. Em um país com profundas desigualdades regionais, a conectividade deixa de ser apenas tecnologia para se tornar cidadania, desenvolvimento e inclusão social.

A EAF nasceu de um modelo que combina a eficiência da gestão privada com o compromisso público, o que tem viabilizado entregas estruturais como a liberação antecipada da faixa de 3,5 GHz para o 5G e a expansão das infovias de fibra na Amazônia, por meio do programa Norte Conectado. O desafio agora é consolidar esse modelo, ampliando a capacidade de execução com rigor técnico, transparência e foco no impacto para a sociedade.

Os projetos Norte Conectado e Brasil Antenado articulam diretrizes governamentais, regulação e capacidade de execução, evidenciando uma convergência entre políticas públicas, regulação e operação prática. No Norte Conectado, a implantação de infovias subfluviais, aproveitando os leitos dos rios para levar fibra a municípios, comunidades ribeirinhas e povos indígenas, representa uma solução tecnológica sofisticada e ambientalmente responsável, que evita obras terrestres e o desmatamento.

Em 2026, o foco é manter o cronograma das infovias 05, 06 e 08, exigindo logística inédita, articulação entre diversos atores e atenção às especificidades locais. O objetivo não é apenas instalar cabos, mas criar condições para que serviços públicos digitais, educação, saúde e oportunidades econômicas alcancem regiões historicamente desconectadas, promovendo uma conectividade verdadeiramente significativa.

O Brasil Antenado representa outra dimensão relevante: ampliar o acesso à TV aberta para famílias de baixa renda em áreas sem sinal terrestre, assegurando o direito à informação, cultura e educação. Essa dimensão educativa dialoga com a experiência prévia da EAF em programas de conectividade de escolas, reforçando a necessidade de enxergar acesso como um ecossistema que inclui letramento digital e uso qualificado da tecnologia.

Há um desafio transversal que perpassa todos os projetos da EAF: fortalecer a governança e a confiança institucional. Executar políticas públicas de alta complexidade exige processos robustos, controle fiscal constante e alinhamento com as diretrizes do Estado brasileiro. A experiência recente mostra que é possível entregar resultados com eficiência e compromisso público, preparando a EAF para os próximos anos.

Em síntese, o ano de 2026 será decisivo para consolidar a conectividade como política de Estado, para que infraestrutura digital não seja privilégio de poucos, mas um direito pleno e efetivo. Em um país continental, conectar é integrar, e integração é condição fundamental para o desenvolvimento sustentável, educacional e democrático.

 

Teletime

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