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Lula defende governança multilateral da IA

Image © Convergenciadigital
Durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial em Nova Délhi, Lula pediu uma governança global da IA baseada em multilateralismo, inclusão e desenvolvimento.

Ao participar da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, realizada em Nova Délhi, na Índia, o presidente Luis Inácio Lula da Silva defendeu que a governança da IA precisa ser multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento. Ele pediu ainda uma coordenação internacional para evitar que a tecnologia possa aprofundar desigualdades e ameaçar a democracia.

“A quarta revolução industrial avança rapidamente enquanto o multilateralismo recua perigosamente. É nesse contexto que a governança global da inteligência artificial assume um papel estratégico. Colocar o ser humano no centro das nossas decisões é tarefa urgente; o regime de governança dessas tecnologias definirá quem participa, quem é explorado e quem ficará à margem desse processo”, afirmou.

O presidente citou dados da União Internacional de Telecomunicações de que 2,6 bilhões de pessoas ainda estão desconectadas da internet, ressaltando o desafio da inclusão digital.

Lula destacou o potencial transformador da IA, mas advertiu sobre riscos. Em comparação com marcos históricos como aviação, uso do átomo e engenharia genética, ele afirmou que toda inovação de grande impacto tem caráter dual: pode elevar produtividade, melhorar serviços públicos e fortalecer áreas como saúde e energia, ou levar armas autônomas, discurso de ódio e desinformação a novos patamares, prejudicando processos democráticos.

“Conteúdos falsos manipulados por IA distorcem eleições e colocam a democracia em risco”, disse o presidente, ao defender a regulação das big techs para proteger direitos humanos, a integridade da informação e preservar indústrias criativas.

No plano brasileiro, Lula destacou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, de 2025, com foco na melhoria de serviços públicos e na geração de empregos, além de discutir um marco regulatório para IA no Congresso. No âmbito internacional, defendeu que a Organização das Nações Unidas seja o espaço central para a construção de regras globais, e mencionou o Processo de Bletchley como parte de encontros para discutir segurança e governança da IA.

 

Convergenciadigital

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